Thursday, November 14, 2019

6 - O sonho surreal


O estranho sonho, que afinal, revelou a triste realidade daquela noite.

Já tive alguns sonhos extraordinários, como por exemplo, sonhar que fugia de um rato maior que eu. Numa história se desenvolvia em quadradinhos de banda desenhada (algo que adoro mas que nunca consegui desenvolver em papel, embora adore desenhar e seja arquitecta, acho incrível que o tenha conseguido imaginar). Outro maravilhoso, sem dúvida o melhor que já tive, em que eu e outro ser (não sei quem) éramos apenas fascinante energia multicolor em forma de um ser, em sereno e constante movimento e que desloca como que magnetizados um pelo outro e quando as energias de cada um, não sendo sólidas, se misturaram resultou daí uma sensação de fusão bastante prazerosa, algo que só consigo comparar a um orgasmo em simultâneo bastante intenso e continuo.

Vou tentar descrever aqui o mais insólito de todos os meus sonhos e que ainda me faz questionar como é que é possível tal acontecer. Inicialmente até pensar que podia ter sido tudo uma coincidência, mas dizem que não existem coincidência, certo? Por isso, ainda que não tenha contado a ninguém e tenha arrumado isto na minha cabeça, irei contar aqui e também explicar como o interpretei. Cada vez mais acredito que realmente estamos todos conectados e recebemos informação da fonte quando menos esperamos. Acredito profundamente que estamos aqui no planeta, para sentir emoções e que são emoções que nos fazem evoluir espiritualmente e consequentemente melhorar um pouco a humanidade. Acredito em Deus e em anjos, mas falo directamente com eles, sem  intermediários. Embora goste de visitar igrejas, faço-o quando não está a decorrer nenhuma missa, quanto mais vazias mais gosto do espaço, talvez e apenas porque sou arquitecta ou porque as procuro apenas para ter um espaço sereno de reflexão.

O sonho em questão aconteceu em Abril deste ano. Numa noite de segunda para terça-feira, eu sonhei que, em pleno dia, quando estava na rua a chegar à casa dos meus pais, estava uma gaivota meio esmagada na estrada. Parecia que tinha caído com muita força no chão (coisa que nunca vi na vida real). Contudo ela era meio real, meio de borracha, não havia sangue e aparentava tons de cor-de-rosa, tipo gaivota fofinha quase brinquedo de criança. O que me fez olhar curiosa e sem qualquer repulsa. No sonho, eu não entendi, o que realmente tinha acontecido, mas sabia que havia caído do céu com muita força e tinha vida porque, uma das suas asas ainda mexia, tipo em último esforço. O que por segundos fez-me pensar se, num acto de misericórdia eu poderia por fim ao sofrimento do bicho (algo que nunca fiz, mas que estranhamente no sonho me passou pela cabeça) não o fiz. No sonho, a rua em questão, que durante o dia tem um movimento constante de pessoas e viaturas, estava vazia e apenas eu ia a passar. Entretanto eu fui a casa dos meus pais e logo voltei pelo mesmo percurso, sendo que a gaivota ainda permanecia no mesmo sítio. A rua continuava vazia mas a asa já quase não mexia, voltou-me a ocorrer o acto de misericórdia mas novamente, não tive coragem e segui. Eu descrevo o pormenor da asa, porque era das partes do corpo do bicho que não estava desfigurado e que me permite perceber que se tratava de uma gaivota. Acho-as muito bonitas e conheço-as bem porque, vejo-as muito cidade onde vivo, junto ao mar.

Quando acordei lembrei-me imediatamente do sonho, o que nem sempre acontece, por vezes só me lembro durante o decorrer da manhã que os segue. Pensei naquilo uns minutos e de como era bastante estranho o facto da gaivota do sonho ser meio real, meio brinquedo de borracha, sem sangue embora viva e sofrido uma forte queda. Não vi qualquer sentido naquilo e não dei mais atenção ao mesmo. Pensei simplesmente era mais um dos meus doidos sonhos.

Passaram-se 2 dias e na quinta-feira seguinte, o meu atual companheiro (que por acaso conheceu o meu ex e sabia que havíamos namorado no liceu), ao chegar a casa, disse-me: Olha já sabes do Tiago X? ao que respondi: não sei de nada, o que foi? Suicidou-se esta terça-feira - respondeu-me. A minha surpresa foi total, mas a estranheza da situação levou-me a perguntar-lhe como e porquê. Ao que ele respondeu: foi na madrugada de segunda para terça-feira, atirou-se do prédio onde vivia com a mãe, porque segundo uns amigos em comum, disse, sofria de depressão há algum tempo. Congelei… imediatamente entendi tudo. Essa tinha sido a noite do sonho e ele infelizmente era uma gaivota “fofinha” que havia caído do céu.

Agora falta-me explicar-vos o porquê de eu saber que ele era a gaivota e o porquê do sítio ser na rua dos meus pais.

Nós conhecemo-nos quando tínhamos cerca de 16 anos, na noite em que eu fui pela primeira vez a uma discoteca que existia na altura e que se chamava Gaivota (Seagull). Pois é.
Foi a festa de aniversário de uma amiga e os pais foram levar-nos e buscar-nos. O Tiago nessa noite, quando eu estava a sair, depois de olhar insistentemente para mim enquanto dançava na pista com as minhas amigas, apresentou-se e perguntou-me em que escola eu andava. Disse-lhe o meu nome e que andava no Liceu (uma das escolas secundárias desta cidade). Ainda me lembro de como ele ficou um pouco admirado, mas eu não liguei, sinceramente até estava a achá-lo um pouco chato, pelo saí da discoteca sem mais conversa. O que eu não lhe disse é que era uma 1ª vez que ia ter aulas no Liceu, tinha mudado de escola devido ao curso de artes que queria seguir. As aulas iam começar na segunda-feira seguinte, ele apresentou-se a mim na noite do sábado anterior.
No primeiro dia de aulas, na primeira aula às 8h, já todos sentados, quando alguém bate à porta e entra. Para minha grande surpresa era o Tiago. Eu não queria acreditar e até pensar para mim mesma “Ui… não posso acreditar… o chato da discoteca é da minha turma”.

Passaram poucas semanas até que eu não resisti ao seu charme e me apaixonei completamente por ele. Namorámos alguns meses durante esse ano com algumas interrupções, pois ele não era do tipo fiel. Entretanto no final do ano lectivo, depois de discutir com o pai, com quem ele vivia aqui na terra, foi para Lisboa para a casa da mãe. No principio do seguinte ano lectivo, soube que se tinha mudado novamente, agora para o Brasil com pai. Chorei por ele estar tão longe e percebi o quanto eu ainda gostava dele, mas a vida seguiu. A nossa história no entanto ao contrario do que eu pensava ainda não tinha acabado. Passados ​​alguns meses, na noite do meu baile de finalista, já com 17 anos mas ainda com o coração partido por ele, fez-me uma surpresa de aparecer no meu baile de finalistas e acabámos a noite aos beijos, foi um querido e acompanhou-me à casa dos meus pais onde eu vivia, onde trocámos os nossos últimos beijos. Foi uma noite maravilhosa e eu estava muito, mesmo muito feliz. Seguiu-se a minha viagem de finalista, a qual ele não foi porque já não estudava na mesma escola. Ao voltar, infelizmente recebi a notícia, por uma amiga chegada, de que o Tiago tinha estado com outra pessoa nessa semana e ela tinha-os visto aos beijos. Quando o vi, discuti com ele, precisamente à porta da casa dos meus pais, onde lhe disse entre outras coisas: chega, acabou e não volto mais a estar contigo. Foi essa a última vez que o vi.

Acredito ter existido amor verdadeiro e puro entre nós, talvez por isso, ele tenha querido despedir-se de mim, mostrando-me de uma maneira suave, a maneira brutal que escolheu para o seu fim. A gaivota, porque foi onde nos conhecemos e a rua dos meus pais porque foi onde nos vimos a última vez. Acredito também que eventualmente outras pessoas devam ter sonhado com ele também nessa noite e que se apresentou noutra forma  a eles, por serem outras histórias.

Estou com 44 anos e tenho 2 filhos, que são a melhor coisa da minha vida, do meu atual parceiro. Não contava voltar a chorar pelo Tiago mais de 20 anos depois. Na verdade ele era apenas um ex namorado, certamente o meu 1º grande amor, mas sinceramente a maneira como decidiu acabar com sua vida mexeu comigo e nos dias que seguiram eu chorava ao lembrar-me dele. Andei triste e a confusão na minha cabeça durou dias. Seria possível o sonho ser apenas uma grande coincidência ou seria algo mais, mas o quê ?. Penso que só alguém num profundo estado de tristeza, decide por fim à vida e embora não tenha sentimento de culpa em relação à sua decisão, decidi que usaria a meditação para me despedir dele.Então em meditação, imaginei-me a fazer-lhe uma festa enquanto ele dormia um sono tranquilo, pedi-lhe desculpa pelas minhas últimas palavras para com ele e disse-lhe ainda que gostei muito, mesmo muito dele. Algo que não me lembro de ter dito enquanto namorámos, mas que não quis que tivesse dúvidas. Após te-lo feito senti-me muito melhor, não chorei mais e fiquei com a sensação de que tinha conseguido carinhosamente dizer-lhe Adeus. Pelo menos nesta vida, a nossa história recebeu um ponto final.

Agora, mais uma coincidência, quem é o meu parceiro há mais de 15 anos e pai dos meus 2 filhos? É o meu par da Valsa que dancei no tal baile de finalista, sendo que na altura ele era apenas um bom amigo da minha turma,  porque havia ocupado a vaga que o Tiago tinha deixado ao mudar-se da escola.

O que me leva hoje, a pensar no tal livre arbítrio que temos sobre o plano traçado antes de virmos. Questiono-me agora, se hoje estaria com o meu atual parceiro, caso o Tiago não tivesse optado por mudar de escola ou até se, todo este enredo próprio de novela, já teria sido assim decido por nós os 3 antes de descermos para estas vidas . Na verdade, embora me tenha apaixonado pelo meu actual parceiro e o ame, devido a consequências da vida de cada um, a relação está infelizmente bastante desequilibrada e por um fio.

A vida real é tão doida ou mais que um filme, e como referi anteriormente, se realmente somos nós que elaboramos o esboço da mesma, dou por mim a pensar sobre o que mais poderei eu ter planeado e o que ainda estaremos por vir. Seja o que for, sei que existirão emoções fortes, com dias bons e dias maus, grandes felicidades e grandes tristezas. Acredito hoje que com amor, calma e compaixão tudo se resolve e no fim tudo acabará bem, ainda que muitas situações só venhamos a entendido quando deixarmos o nosso corpo e voltarmos à nossa essência que acredito ser espiritual. Não tenho medo da morte, porque acredito que continuamos para além dela, receio apenas que seja precoce e/ou dolorosa.

Friday, June 21, 2019

Wednesday, March 13, 2019

3 - Past lifes ( vidas passadas) – Estudos de Ian Seteveson, Jim Tucker e Walter Semkiw


Quando falamos de reencarnação, muitas são as pessoas que não acreditam. Talvez porque na maioria das religiões tal não é aceite. No entanto por muito incrível que possa parecer existem estudos que provam a realidade e possibilidade da mesma, bem como, algumas religiões que a aceitam.

Pioneiro nesta matéria foi Ian Steveson, cientista e psiquiatra que nasceu em 1918 (morreu em 2007) no Canadá. Dedicou 40 anos a estudar crianças que afirmavam ter lembranças de uma vida anterior. Algumas foram mesmo possíveis de confirmar. Com cento e poucos casos estudados, em 12 deles foi possível encontrar a família anterior, consequentemente o reconhecimento de antigos familiares, amigos nomes de ruas e cidades, considerados por isso confirmados. Jim Tucker é um discípulo que continuou os estudos iniciados por Ian Steveson bem como Walter Semkiw que vem a investigar não tanto crianças, mas incidindo mais no encontro de grupos de almas, que voltaram em grupo após terem cá estado antes, por vezes com o recurso à hipnose.

Os estudos de Ian Seteveson identificarm padrões, que parecem identificar algumas características em comum nestas crianças:
Sinais de nascença - Algumas trazem sinais de nascença relacionados com a sua anterior morte.
Parecenças físicas – Faces e corpos idênticos à sua anterior vida ainda que nascidos noutras famílias, religiões e locais.
Lembranças de nomes de familiares – Crianças de tenra idade, que ainda não sabem ler ou escrever e já referem os nomes dos anteriores familiares, nome da anterior cidade em que viviam.
Fobias relacionadas com a causa da sua morte – Na sua maioria revelam ter alguma fobia na sua vida actual que se relaciona com a causa da sua morte na vida anterior.
Mortes prematuras – Lembranças ou sonhos (pesadelos) com a morte na vida anterior.

Casos em todo o planeta estão referenciados em documentários, um dos mais conhecidos é o de uma menina na India, outro um menino nos E.U.A., ambos porque as famílias anteriores perante as evidências aceitaram e reconheceram-nos como o seu falecido familiar.
Curiosamente, mal começam a falar, dizem não ser daquela família e querer a outra familia, ou perguntar por animais de estimação da outra familia ou até dizer algo tão fantástico como " Quando eu era do teu tamanho eu é que te trocava as tuas fraldas" dando a indicação de terem sido pais de seus pais.

Irei deixar alguns Links para que possam ver e tirar as vossas conclusões. 
Alguns livros como Crianças que se lembram de vidas passadas, de Ian Seteveson , Vida antes da vida de Jim Tucker ou Nascido novamente de Walter Semkiw também valem todo o tempo que os dedicarmos, sendo muito esclarecedores em certas questões.

Contudo questões como, porque voltamos e aparentemente em grupo, ainda estão por responder mas penso que não há como negar que, pelo menos alguns de nós já cá estivemos antes e muito provavelmente voltaremos a estar após a nossa morte mas noutros corpos.






Para que possam ver os documentários mais interessantes que encontrei sobre esta questão deixo-os em seguida.

Ian Seteveson

https://www.youtube.com/watch?v=PbWMEWubrk0 

https://www.youtube.com/watch?v=QTE24XIWWS8 

Jim Tucker

https://www.youtube.com/watch?v=La8vG4mA0is 

https://www.youtube.com/watch?v=GyUZHG1Wnig

Walter Semkiw

https://www.youtube.com/watch?v=3VvX3P69HX8 (1ª de 4 entrevistas)

Se tiverem tempo vejam, pode mudar a maneira como pensam. ; )

Wednesday, February 13, 2019

2 - Brian Weiss e a hipnose


“Muitas vidas muitos mestres” é uma maravilhosa história verídica vivida por um psicólogo que ao tratar de uma paciente sua, Catherine, recorrendo à hipnose, descobre acidentalmente o poder terapêutico da hipnose de regressão. Uma fascinante história contada na primeira pessoa, porque surpreendentemente a sua paciente quando num estado profundo de relaxamento acede ao conhecimento de dados pessoais do próprio Dr. Como?! Pois é.

A importância deste livro na minha vida, resultou em que eu própria tirei um curso de Hipnose e sou fascinada pela cura pessoal que alcancei com a mesma, a confiança e serenidade que havia perdido. O conhecimento de outras vidas passadas foi compensador e uma feliz descoberta no conhecimento interior. Também graças a este autor tento meditar diariamente e tenho um lugar especial, só meu, onde posso ir sempre que preciso desligar. Criei-o na minha cabeça …







Uma leitura que nos faz pensar…
Para acontecer basta ouvirem-no, o link que pode mudar vidas.

Saturday, February 9, 2019

1 - NDE with Reymond Moody - EQM com Reymond Moody

Terra ... aqui estamos nós. Somos hoje cerca de 7 biliões de humanos a habitar o planeta, mas o que fazemos nós aqui?? Para mim, agora aos 43, o sentido da vida é sermos felizes e termos amor. O amor é a nossa essência e a felicidade o que nos alimenta. Sem estas duas emoções diárias na nossa vida, sobrevivemos apenas, enquanto adoecemos aos poucos.

Vivemos num mundo materialista, a uma velocidade cada vez maior, que caminha para a escassez da matéria. Se não mudarmos a nossa atitude o que acontecerá ao planeta? já ouvi uma frase que mete medo ... "O materialismo vai acabar quando acabar a matéria" meu Deus ...

Formatam-nos na escola para trabalharmos no futuro, sermos os melhores em algo, destacar-nos e ganharmos cada vez mais dinheiro para depois fazer o quê? Gasta-lo em coisas. Em seguida ganhar mais dinheiro e depois ... gastar. Em seguida mais trabalho para poder ... gastar, comprar, comprar e gastar.

Agora, quantos de nós seremos felizes no nosso dia a dia no trabalho? Sim porque a maioria de nós passa a vida praticamente toda a trabalhar. Trabalhamos 11 meses do ano à espera de sermos felizes durante 1 mês das férias. Somos infelizes a trabalhar 9 ou mais horas por dia, 11 meses por ano para, satisfazer o sonho de encher as nossas vidas de COISAS boas, mas depois à nossa casa de sonho, só lá vamos dormir, o carro espetacular, que pagamos durante anos e anos faz exactamente o mesmo que outro muito mais barato. Porque queremos nós sempre mais e melhor?

As nossas emoções?? O que fazer com essas?? Aparentemente não é para dar importância. Aparentemente há até quem não as tenha ... acreditam? Eu não. Uma das características da raça humana é que temos emoções. Segundo a publicidade, as nossas emoções como tristeza ou felicidade surgem apenas porque não temos coisas ou temos coisas. Acham mesmo?! Somos formatados para alimentar o Ego, sem repararmos nisso. Infelizmente o Ego é insaciável e quer sempre mais e mais. Ninguém nos fala da Alma. Mas o que é a Alma??

Com este Blogue pretendo registar de uma maneira organizada, os caminhos que tenho percorrido para o entendimento da minha Alma. Uma coisa que venho a fazer para mim desde à 3 anos para cá. 

Livros, documentários, entrevistas e testemunhos são muitos os disponíveis nesta matéria. 

Hoje, vou referir talvez o livro mais relevante para mim sobre a existência Alma separada do cérebro "Vida depois da vida" de Raymond Moody. Testemunhos de experiências de quase morte. 




Raymond Moody é um psiquiatra, psicólogo, parapsicólogo e filósofo natural de Porterdale, Geórgia, Estados Unidos. É amplamente conhecido como autor de livros sobre vida depois da morte e experiências de quase-morte, um termo criado pelo próprio em 1975. O seu título mais vendido é Vida Depois da Vida. Wikipédia

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Amem e sejam felizes sem magoar os outros, se for possível.